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SERRA DO JAPI

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20 / NOVEMBRO
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Distante 100 km de São Paulo, próximo ao município de Cabreúva, a Serra do Guaxinduva preserva as principais nascentes da Reserva do Japi, uma grande região coberta por áreas de proteção de mananciais e da vida silvestre. Lá visitaremos uma fazenda particular de 1657 hectares, área equivalente a 2000 campos de futebol.

A fazenda faz parte do complexo da Serra do Japi, que possui 274 km² de extensão e que desde 1983 é um patrimônio histórico e natural do estado de São Paulo. Além disso, é uma área importante para o desenvolvimento histórico local, pois, resguarda marcantes passagens do período bandeirantista e tropeirista durante o processo de povoamento do estado de São Paulo e de todo interior do Brasil.

Com trilhas em meio à Mata Atlântica, cachoeiras, bosques, lagos e um delicioso almoço rural, preparado com o carinho das mãos do campo, é o roteiro ideal para um rico contato com a natureza.

20/ NOVEMBRO – (segunda-feira)

07h30 – Apresentação no Centro Cultural Vergueiro

Recepção na Fazenda. Em seguida, alongamento e Trilha do Mirante, caminhada de 5 km.

Após o almoço, renovaremos as energias nas quedas conhecida como Castelo das Águas.

HISTÓRIA E SUSTENTABILIDADE

Localizada em meio às montanhas da Reserva do Japi, a Fazenda Guaxinduva era conhecida no passado como “bairro do Guaxinduva”, formado por poucas centenas de pessoas que habitaram o vale entre o fim do bandeirantismo no século XVII até o final do tropeirismo no início do século XX.

O início da ocupação do vale pelos colonos brancos, segundo os registros históricos, coincide com os primeiros caminhos utilizados para o avanço rumo ao sertão ainda no século XVI. Descrições do caminho velho denominado “caminho do sertão dos bilrreiros”, ou caminho real, registrado em 1603 na câmara de São Paulo, sugere a passagem pela serra do Guaxinduva e pelo Vale a partir do ponto: …”mais alto do morro de onde se descortina todo sertão, … segue o caminho pela face norte do morro …” . Este morro que seria sobre uma beta de ouro, ou mina de ouro (ainda hoje a Fazenda ao sul do Guaxinduva é denominada Beta Grande) seria a serra do Guaxinduva. À face norte, a descida para o vale do Guaxinduva, e o ponto mais alto do morro o platô a 1267m que está exatamente a noroeste de Santana do Parnaíba, rumo determinado para a rota do caminho velho. Este caminho seguiria para Capivari, Piracicaba, Campos de Araraquara e até Cuiabá.

O vale serviria a época como ponto de concentração para saída das Bandeiras por ser abrigado pelas montanhas do ataque de índios, por sua abundância de águas e pela facilidade de manter os animais contidos em pastagens.

A localização estratégica do vale a dezesseis quilômetros de Santana do Parnaíba, 11 de Jundiaí, 13 de Cabreúva e 9 de Pirapora de Bom Jesus permitiu o estabelecimento e consolidação da atividade dos tropeiros que ali se estabeleceram a partir das bandeiras.

Com a implantação da rota dos engenhos a partir de Cubatão, passava por Santana do Parnaíba e seguia por Cabreúva, Capivari até Piracicaba a atividade tropeirista passa a ter maior demanda na região.

Em 1865 com a abertura da ferrovia Santos – Jundiaí os tropeiros começaram a perder competitividade e o vale empobrece juntamente com os seus habitantes, que pouco a pouco passam a abandoná-lo. No caso o desenvolvimento econômico mais uma vez estabeleceu o processo de êxodo rural.

Em 1920 Hermes Traldi que havia se estabelecido em Jundiaí com uma indústria de vinhos, começa a adquirir terras na serra do Japi. No vale do Guaxinduva adquire um total de 122 diferentes parcelas traduzidas em 122 escrituras distintas até unificar a totalidade do vale. Grande maioria adquirida diretamente dos descentes de tropeiros.

Na década de 1940 inicia o plantio de uvas nas áreas planas do vale e decide preservar as áreas de encostas porque já entendia que a madeira teria valor. A mentalidade preservacionista foi transmitida as gerações seguintes, seus filhos, netos e hoje bisnetos de tal forma, que mais de 80 anos de um trabalho de preservação das matas, resultou no que hoje pode ser visto e desfrutado: centenas de nascentes produzindo água pura, mais de 1000 hectares de mata com a fauna defendida, recuperada, sequestrando carbono, produzindo ar limpo e belas paisagens.

As instalações que dão suporte as atividades humanas dentro do vale, contam com energia elétrica fotovoltaica (placas solares), sistemas de água e sistemas de tratamento de esgoto que não agridem a natureza, todo efluente é tratado, o lixo coletado e destinado à cidade que tem um sistema de reciclagem parcial. Há mais de 20 anos não se faz qualquer uso de agrotóxicos em larga escala.

VALOR POR PESSOA : R$ 290,00

Inclui :

– Transporte;

– Entrada na Fazenda

– Almoço

– Seguro viagem

– Guias especializados

– Vestiários

Não Inclui :

– Despesas de ordem pessoal (bebidas, telefonemas, lanche na parada, entre outros)

– Atividades não descritas no roteiro

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